A popularização do Photoshop é a grande revolução. Enquanto você fica preocupado se aquela foto de capa de revista teve ou não Photoshop, saiba que todos os recursos desse fabuloso programa de edição de imagens são seus, são meus, são nossos. E tudo de graça. Ou quase de graça. Ou por muito pouco. Não falamos só do Photoshop – ele serve como símbolo de uma era, mas da edição de fotos como uma atividade sem limites. Todos têm direito a esconder os defeitos e as pequenas imperfeições de seus autorretratos, por exemplo.

De agora em diante,  aplicativos que modificam imagens e podem ser usados no smartphone ou no tablet surgirão todos os dias. Se não servirem para iPhone, como o Photoshop Express, servirão para Android ou Windows Phone. Só na loja de aplicativos da Microsoft encontramos quatro programas similares: photoshop simulator, photoshop 101, pictures lab e fotochop (com c mesmo). Pouco importa. Todas as plataformas digitais pós-PC buscam os mesmos fins. A diferença é que algumas têm um desempenho melhor do que as outras.

Como mostra a massificação do uso do Instagram, há um esforço permanente e generalizado, neste momento, para modificar imagens e criar uma nova realidade. Você observa a pessoa do seu lado no metrô e nota que ela está mexendo no contraste da foto que acabou de tirar. Editar imagens virou uma atividade acessível e corriqueira. Estamos vivendo o auge da fotografia, mas o momento do disparo ocupa um lugar secundário nesses novos tempos, assim como a qualidade original da imagem. O importante é o efeito. Nunca se fotografou tanto e de maneira tão obsessiva . Mas, principalmente, nunca tantos editaram tantas fotos. Viva o HDR. Viva o gama. E o controle do brilho e do contraste. E o sharpen, o blur e o tilt shift.

Nos anos 60, auge da fotografia analógica, muita gente fotografava, mas poucos, que não fossem profissionais, revelavam seus filmes e divulgavam seus cliques muito além do grupo familiar. Se ninguém revelava, impossível imaginar que editasse. Agora, o pacote é completo. Você fotografa, edita e compartilha imediatamente com centenas ou milhares de pessoas. Como não é mais necessário revelar, caiu uma barreira econômica e tecnológica no processo. Você também não precisa desembolsar uma nota para comprar um programa de edição de fotos para PC ou Mac. Caiu o custo e com recursos banais você consegue obter alguns efeitos que antes somente os gênios conseguiam.

Veja bem: fotografar bem dependia, em grande parte, de um equipamento caro e do conhecimento para usá-lo. Sempre dependeu, também, da edição, de saber selecionar as melhores imagens entre sei lá quantos disparos e tratá-las de maneira adequada. Quantos fotógrafos talentosos, com bom enquadramento e sensibilidade para obter uma boa luz,  não se revelaram no passado por falta de equipamento, às vezes uma teleobjetiva ou um filtro de alguns milhares de dólares. E quantos fotógrafos medianos se destacaram por causa da capacidade para cropar e aplicar efeitos capazes de salvar imagens banais.

Sejamos francos. Não existe mais a pureza do registro do momento. A melhor foto, em geral, vem cheia de filtros e efeitos. O que existe agora é o poder de transformação das imagens. E esse poder não é mais exclusivo de profissionais e donos de estúdios. Quem tira muitas fotos, vai sempre errar muito mais do que acertar. Ganha, no fim, aquele que editar melhor. (DR e VV)

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