Não resta a menor dúvida: Steve Jobs vai sobreviver na sua grande nuvem proprietária. A Apple e, finalmente, o iPhone são os maiores símbolos de sua permanência. Ele foi um visionário como Leonardo Da Vinci e maior do que Ford. Depois do carro não houve nenhum outro produto industrial que tivesse um impacto estrutural e civilizatório como o do iPhone. Sua importância é comparável à invenção da roda. E, para coroar sua obra, Jobs pôs o iCloud para funcionar antes de morrer. Valorizemos a importância simbólica dessa nuvem. Foi sua última aparição, seu último anúncio. Aconteceu no dia 6 de junho, em São Francisco, junto com a apresentação do sistema operacional iOS5 (veja o vídeo abaixo).

httpv://www.youtube.com/watch?v=O_C1TZIT-qQ

Jobs estava com aparência bastante debilitada, muito magro, mas demonstrava entusiasmo com seus novos lançamentos. Promovia suas ideias com alegria. Depois do fracasso do MobileMe, parece que ele conseguiu realmente sincronizar todos os seus gadgets na nuvem de servidores da Apple. A partir de agora, músicas, fotos e todo tipo de arquivo que você baixar no seu iPhone, iPad ou Mac serão compartilhados automaticamente com seus outros equipamentos nesse grande ambiente virtual que funciona movido pela lógica do mestre. O serviço será lançado no próximo dia 12, junto com o sistema iOS5. Se as coisas derem certo, como se espera, Jobs deixou tudo integrado – colocou todos seus inventos em comunicação permanente. Foi sua derradeira obra.

Jobs apresenta a nuvem da Apple

É improvável que Jobs, antes de morrer, tenha feito um upload da alma. Mas, a partir do momento que seu corpo apagou, os servidores que sustentam o iCloud passaram a ser a sua morada metafórica, seu paraíso virtual, seu mausoléu digital. Agora, ele paira nessa grande bruma de informação e conhecimento compartilhada por uma comunidade global de milhões de usuários de produtos da Apple. Sua influência é inesgotável e está definindo a nova economia e o futuro da humanidade. Ele criou um sistema singular e vencedor – um grande sistema de negócios e uma linha de produtos que estão condenados a serem copiados para sempre (VV e DR).

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  1. Evaldo

    Comparar HOJE, Steve Jobs com Da Vinci? Dizer AGORA que ele foi maior que Ford? Esperem pelo menos um cinco anos pra saber se é isso tudo mesmo. ICloud? Google implantou a computação em nuvem antes. E com código aberto, não-proprietário.

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  2. Artur

    Acho besteira querer comparar Steve Jobs com Leonardo da Vinci e Henry Ford. Mas vamos ficar só com Ford. Ford fez uma inovação tecnológica radical, inovou também em processos e modelos de negócio. Não inventou o automóvel mas uma forma de fazer automóveis que definiu o que hoje se pensa como produção industrial. A Apple não equivale à Ford. A empresa de Jobs foi fantástica em engenharia de produtos e design, e também criou um modelo de negócios centralizador que redefiniu o mercado de comercialização de conteúdo na internet, além de remodelar as relações entre desenvolvedores e fornecedores de plataformas de software. Isto será, de fato, seu legado. As tecnologias, em si, estavam todas aí, inclusive as plataformas de computação em nuvem. Várias empresas tem as suas, como Microsoft, Amazon e Google. A Apple chegou atrasada porque sua tecnologia de grife tinha outras prioridades. Os gadgets, em bem pouco tempo serão irrelevantes. Players de música e vídeo, smartphones e tablets, já existiam e outros virão. Steve Jobs, com seu modelo de exportação de empregos para as fábricas exploradoras de mão-de-obra barata da China, não entraria tão fácil no velho e bom Paraíso. Tratar uma empresa como religião e seu fundador como profeta é sinal dos tempos?

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    1. vilardaga

      O lugar que Ford ocupava no início do século 20 é análogo ao de Jobs no século 21. De alguma maneira os dois souberam dar o melhor aproveitamento para a tecnologia de seu tempo. Ambos eram homens de negócios inspirados e criativos, mas Jobs criou uma máquina realmente nova que escancara a sociedade e a economia digital. Os carros já existiam quando Ford passou a produzi-los de uma maneira mais eficiente. Ele inovou na maneira de montá-los e comercializá-los. E é bom lembrar que a linha de montagem da Oldsmobile, por exemplo, já era um embrião do sistema de produção que Ford aperfeiçoou.

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